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Uma Linguagem é um instrumento fundamental da comunicação.
De nada serve ter um bom emissor, um óptimo receptor ou um excelente canal. Se a mensagem não estiver estruturada de forma a ser entendível pelo receptor, a comunicação não se efectiva.
Em todos os ambientes, para que aconteça comunicação, é utilizada uma Linguagem. É assim no reino animal. Não é diferente nas máquinas computacionais. No entanto as máquinas não utilizam a mesma linguagem que os animais, muito menos a mesma que os humanos. Como comunicar então com as máquinas?
Sendo a Linguagem Máquina1 uma linguagem muito complexa, elaborada na base de “0” e “1” posicional, torna-se dificílimo programar2 , tornando essa tarefa demasiado sujeita a erros.
Neste contexto surgem então as primeiras Linguagens de Programação .
Mas com o aparecimento das Linguagens de Programação3 não ficam resolvidos todos os problemas. É necessário traduzir essa linguagem para que o computador consiga interpretar os comandos que inclui no programa e os transforme em código binário, as instruções que são entendidas pelos computadores. Surgem então os Compiladores4.
A concepção de uma Linguagem de Alto Nível que seja simples, objectiva e intuitiva vai proporcionar ao Programador5 eficácia na sua tarefa.
Embora a Lógica das Linguagens de Alto Nível seja basicamente similar, a diferença na sintaxe e recursos, concepção de regras, padrões e comandos, vai determinar a sua simplicidade.
Através dos tempos foi-se desenvolvendo a necessidade da utilização dos Storyboards para apoio ao planeamento da captura de imagens na produção profissional de cinema televisão e vídeo, de tal forma que actualmente, embora possa parecer excessivo, a fase mais importante para se poder passar à acção, é o Storyboard.
Hoje há vários sistemas de criação e desenvolvimento de Storyboards para Scripts Fílmicos, mas continua a ser necessário desenhar cada uma das imagens que vão representar a cena, imaginando como se quer que cada parte dela apareça na edição final, decidindo quais os ângulos e enquadramentos para definir o plano e conseguir mostrar o que se quer conseguir com o filme ou vídeo.
Quando tudo isso fica decidido, é importante colocar no papel para que não haja esquecimento quando for gravar. Estes desenhos são uma parte essencial para criar um fluxo linear e a estrutura do conteúdo.
Com a utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação, está a evoluir a metodologia para criação de Storyboards, sendo possível agora desenha-los com apoio do computador e dos programas informáticos que são disponibilizados, mas continua a ser necessário desenhar todo o Storyboard.
Para cada Script Fílmico é necessário desenhar e produzir um Storyboard, não havendo a possibilidade de reutilização, nem de indexação automática.
A Reutilização dos Storyboards é assim a proposta que aqui é apresentada, desenvolvendo uma aplicação que vai gerar automaticamente um Storyboard, a partir de uma Base de Dados com imagens/slides previamente desenhados que vão possibilitar a sua reutilização posterior em futuros Storyboards, promovendo o reaproveitamento do trabalho já realizado e optimizando o tempo utilizado na criação e produção de Storyboards.
Os resultados obtidos pelo desenvolvimento deste trabalho revelar-se-ão conclusivos.
1 Byte Code
2 Engenhar e conceber programas informáticos.
3 Linguagens de Alto Nível.
4 Tradutores que igualam o código fonte à Linguagem de Alto Nível e igualam a linguagem objecto à Linguagem de baixo Nível.
5 Individuo que faz Engenharia utilizando uma Linguagem de Programação.
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